Assessoria de Imprensa

Banner

Área Restrita



Cuidados com as doenças de inverno PDF Imprimir E-mail

 

Quais são as principais doenças do frio?
Principalmente as doenças envolvendo as vias respiratórias. Gripes, resfriados, sinusites, amigdalites, traqueobronquites e pneumonias. Um outro aspecto importante envolve as descompensações agudas de doenças crônicas como a rinite, asma, bronquite, entre outras. E secundariamente as infecções virais, comuns nesta estação.
 
Quais são os sintomas dessas doenças?
No caso dos resfriados, clinicamente caracterizam-se por apresentar sintomas como: coriza, obstrução nasal, prurido nasal, espirros, dor de garganta e conjuntivite, podendo ocorrer tosse seca. No caso da gripe ocorrem associados a estes sintomas, manifestações sistêmicas como dores musculares, febre, calafrios, representando um impacto maior sobre a saúde do paciente.
Quais os cuidados que se deve tomar para não pegá-las?
O contágio se dá pela inalação de gotículas ou aerossol de saliva/secreções produzidas pela tosse ou espirro de indivíduos infectados. Outra forma importante é pelo contato das mãos que posteriormente são levadas à boca, com a secreção contaminada.
Devemos higienizar as mãos com água corrente e sabão ou usar álcool gel com frequência. Evitar ambientes fechados onde há grande número de pessoas.
 
Quanto às pessoas com bronquite e asma, elas devem tomar cuidados a mais? Quais?
Devem ter maior atenção aos sintomas em razão de possíveis descompensações das doenças respiratórias. Podem ocorrer as crises  de asma ou bronquite causadas pelas alterações climáticas e infecções virais nesta estação. Outras precauções incluem vacinação antigripal e consultas preventivas com pediatras ou pneumologistas  na época que precede o clima frio, principalmente naqueles onde estas doenças respiratórias sejam mais graves.
 
O que se deve fazer quando estamos com os sintomas?
O paciente deve procurar atendimento médico quando existirem sinais de alerta como febre não responsiva a antitérmicos, dores no peito ou nas costas e dificuldade respiratória, tosse prolongada, desidratação, etc. Estes quadros costumam ser autolimitados com melhora em cinco a sete dias. O uso de medicações como analgésicos e antitérmicos podem ser utilizados para alívio dos sintomas.
 
Quanto às pessoas com bronquite e asma, elas devem tomar cuidados a mais? Quais?
Devem ter maior atenção aos sintomas em razão de possíveis descompensações das doenças respiratórias. Podem ocorrer as crises de asma ou bronquite causadas pelas alterações climáticas e infecções virais nesta estação.

No caso de crianças confira as dicas de prevenção:
• Não levar os filhos com resfriado para a escola ou creche, pois além do repouso necessário para a recuperação, será evitado que a criança transmita o vírus para as outras crianças;
• Evitar que pessoas com gripes ou resfriados fiquem em contato direto com os seus filhos pequenos, dentro da sua própria casa. Caso os pais ou irmãos maiores estejam com resfriado, é recomendado o uso de máscaras comuns (vendidas em farmácias) quando estão perto destas crianças, especialmente, se for um bebê;
• Evitar sair de casa com bebês com menos de quatro meses de idade para lugares com aglomerações de pessoas. Nessa idade, as defesas do organismo ainda não estão desenvolvidas, sendo muito mais propenso a contrair doenças com mais complicações;
• Manter a vacinação adequada e em dia;
• Fazer o aleitamento materno que, além de ser o alimento ideal para os bebês, transmite anticorpos da mãe que os protegerão de um grande número de doenças;
• Manter a casa e principalmente o quarto das crianças arejado e limpo. É importante não ter nada que possa acumular pó, pois os ácaros (grande causador de alergias respiratórias) costumam se fixar em objetos como bichinhos de pelúcia, tapetes, cortinas, protetor de berço, mosquiteiro, almofadas, caixas de brinquedos, entre outros;
• Não fumar e não permitir que fumem dentro da sua casa, em nenhum cômodo, pois a fumaça de cigarros irrita as vias respiratórias;
• Consultar sempre um pediatra e procurar evitar de ir ao Pronto Socorro com o seu filho sem necessidade, pois neste local ele poderá ficar ao lado de outras crianças que podem estar com doenças contagiosas graves.
• Não fazer uso da automedicação. Sempre consultar um médico para receitar o remédio ideal ao tratamento.
Dicas aprovadas pelo Dr. Gilberto Pascolat da Pediatria Geral.